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Para secretário de Saúde, problema no Azambuja é de gestão

Gestão questionada

Redação 28/05/2019 as 17:00
Para secretário de Saúde, problema no Azambuja é de gestão
Texto Notícia

O secretário municipal de Saúde, Humberto Fornari, participou do programa Rádio Revista Cidade desta terça-feira (28) e rebateu críticas feitas pelo gestor do Hospital de Azambuja, que culpa o sistema de atendimento das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) pelo congestionamento de pacientes no Pronto Socorro do hospital. Para Fornari, os problemas são de gestão e o município tem arcado com os custos destes atendimentos, até mesmo os que estão acima do número pactuado em contrato.

O secretário municipal de Saúde disse que a Prefeitura paga as seis mil consultas mensais contratadas e um “plus” de até R$ 35 mil referentes aos números excedentes. Fornari também citou o problema relacionado a pacientes que procuram o hospital para conseguir atestados de saúde e disse que o hospital deveria ter mais critérios para a concessão dos mesmos, a exemplo do que acontece nas Unidades Básicas de Saúde e na Policlínica.

O secretário também questionou por que as pessoas passam horas na fila de atendimento do Hospital Azambuja e não procuram o Hospital Dom Joaquim, que está ocioso e poderia absorver este atendimento. Mais um médico foi contratado para reforçar o expediente que vai das 7h às 12h e das 18h às 22h. Também acontece de quando a Unidade Básica não tem condições de atender um paciente, ele está sendo encaminhado para a Policlínica, que atende cerca de 2 a 2,5 mil consultas por mês. No Hospital Dom Joaquim são dois médicos atendendo, através do sistema de entrega de fichas, para evitar tumultos.

Fornari diz que as estatísticas do Hospital de Azambuja apontam que 80% dos pacientes que passam pela triagem, recebem pulseira azul, e não deveriam ser atendidos ali. Nos postos de saúde são praticadas 12 mil consultas ao mês. Questionado onde estão o problema, o secretário disse que não sabe, que não faltam médicos nem recursos.  “O que falta é o entendimento do que é uma urgência e o que é uma emergência”, citou, afirmando que o hospital deve mudar o modus operandi de trabalhar.

 

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